CEAP, a escola da família

UMA HISTÓRIA PARA CONTAR

4º Lugar - 6ª Série


CEAP – Uma lição de vida

Francisco Goi Eickhoff


Entrevistei para escrever esse texto Haidê Ruth Eickhoff Copetti: Meu nome é longo como muitas histórias dos tempos que passei no CEAP do ano de 1971 ao ano 1979, morando no internato. Ainda estudei mais um ano, em 1980, como aluna externa.

Na época criticávamos muito o diretor Sr. Richard Seinke, mas hoje reconheço que era necessário ter muita coragem e competência para controlar e educar 20 meninas e 80 meninos num internato, fora todos os estudantes que não eram internos. As normas de disciplina eram bem diferentes das de hoje porque na época tínhamos o internato que atualmente não tem mais e tínhamos disciplinas que hoje não tem, como exemplo: aulas de culinária com a professora Reni onde aprendi fazer torta fria; aulas de oficina com o professor Horst; aulas de atletismo com o professor Elenor Kuntz, onde pratiquei 6 ou 7 modalidades e aprendi a jogar vários jogos. Treinávamos todos os dias após as 16 horas (horário de estudo). São algumas das boas lembranças.

Lembro mais dos seguintes professores: Diretor Sr. Richard Steinke, Professora Reni, Professor Horst, Professor Elenor Kuntz, Professor Silvio Lutz. Porque eram professores das matérias que eu mais gostava e que estavam sempre presentes. Em 1979, como de costume no final do terceiro ano saíamos pelas ruas. Um dia de pijama e outro fantasiados como quiséssemos. Nesse passeio visitamos o jornal Correio Serrano, fomos no anfiteatro da praça... E atraímos muitos olhares devido a diferenças nas vestimentas. Uma noite tivemos na AABB um jantar de encerramento do terceiro ano com nosso professor regente, o Silvio Lutz. Nas aulas de análises clínicas eu não gostava muito das aulas práticas, tinha medo de injeção. Por ironia do destino hoje com 25 anos de casada tenho uma filha que é farmacêutica e bioquímica... sabem quem foi o professor orientador do curso dela? Meu ex mestre, Silvio Lutz.

CEAP, para mim é um pedaço de minha vida, de minha família, de minha história de vida. Renderia um livro com muitos assuntos... Tristes, engraçados e principalmente acompanhados de muitas “artes”, mas... sempre com muito companheirismo e muitas amizades verdadeiras que ficarão para sempre.

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