CEAP, a escola da família

UMA HISTÓRIA PARA CONTAR

4º Lugar - 1ª Série


Escola da Solidariedade

Ivy Bauer Lovatel


Chegamos aos 110 anos do nosso Colégio Evangélico Augusto Pestana, conhecido em todos os cantos como o famoso CEAP. Seguido escutamos histórias interessantes de pessoas que passaram por esta Escola e agora somos desafiados a colocar no papel um fato ocorrido em nossa vida escolar. A maioria de nós vem de famílias que tiveram gerações que passaram por esta escola, o que comprova o slogan de “Escola da Família”. Meu caso não é diferente porque tive mãe, tios e primos que estudaram ou estudam no CEAP. Deparamo-nos também com colegas cujos pais foram colegas de nossos pais e por aí vai.

Minha mãe passou por esta Escola no período de 1973 a 1984, ou seja, da Pré-Escola até o Terceiro Ano do Ensino Médio, que na época era chamado de Científico. Houve vários fatos maravilhosos, marcantes, engraçados ou dramáticos, mas um que marcou muito minha mãe foi um gesto de solidariedade, quando ela estava na Primeira Série do Ensino Fundamental, tendo como professora Ilani Friedrich, que também foi minha professora na mesma série. Meu avô era viajante e raramente estava em casa durante a semana. O automóvel com o qual ele viajava era o único da família e, portanto, fizesse sol ou chuva, minha mãe e meu tio iam para a Escola a pé. Em um desses dias de chuva meu tio, que estudava no turno inverso porque estava na Sétima Série, levou minha mãe para a Escola a pé, de guarda-chuva. No caminho a chuva aumentou e eles chegaram ao CEAP muito molhados. Meu tio voltou para casa e minha mãe ficou na Escola, naquele estado.

Ao subirem para a sala de aula, a professora Ilani, ao ver a situação da aluna, chegou à conclusão de que ela não poderia ficar molhada daquele jeito porque pegaria um resfriado. Como solução recorreram ao Achados e Perdidos e a aluna foi toda vestida com roupas secas. Além disso, colegas solidários quiseram emprestar alguma peça de seu vestuário para a colega. A escolha deste acontecimento, segundo minha mãe, foi para mostrar, além do carinho e solidariedade da professora e colegas, também as dificuldades que se enfrentava. Passaram muitas chuvas além daquela, mas a obrigação de ir para Escola era sagrada. Segundo a visão dela, naquela época se dava mais valor ao fato de os pais estarem proporcionando uma Escola do nível do CEAP. Ela acha que hoje nos entregamos facilmente diante de qualquer dificuldade, em vez de lutarmos para atingir nossos objetivos. Segundo as palavras dela “procuramos fórmulas prontas” e com o “cálculo concluído”. Para finalizar, gostaria de dizer que também tive momentos maravilhosos na “Escola da Família”, onde estudo desde a Primeira Série do Ensino Fundamental. Como não lembrar da Ginástica Olímpica com a Professora Claudinha, do Teatro com o Pofessor Helquer, das aulas e apresentações de violino com o Professor Jonas, do Vôlei com o Professor Augusto e de tantos outros momentos em sala de aula ou no recreio? Resolvi deixar para contar alguma história minha através de meus filhos em uma próxima comemoração de aniversário do CEAP. Será possível?

<< Voltar para Textos Premiados

9-11/09 - 32ª ATESE
11/09 - Final 2º trimestre
10-11/09 - Mercado das Pulgas
16/09 - Show musical - Auditório - 19h30
17/09 - Provões atrasados - 8h e 13h30

Agenda completa