Gabriela Cervi Konzen
Fevereiro de 2007 entrou para a história de uma vida. Uma etapa nova, cheia de acontecimentos, mudanças, dúvida e fragilidades. Ok, mas aonde entra o CEAP nisso tudo? Sim o colégio tem papel fundamental nessa narrativa.
Uma menina de 14 anos na época com certos sofrimentos, sai de uma escola estadual onde era rodeada de grandes amizades, onde a maioria dos melhores momentos em que viveu foi naquela escola e vai para um colégio até o momento não conhecido, com apenas uma amiga. Eis o CEAP, um lugar novo, cheio de novidades, de pessoas desconhecidas. A vontade dela era de sumir daquele lugar, não nego que não passou de vontade, e sim, se tornou uma tentativa de fuga, porem uma fuga incompleta pois todas as portas eram trancadas e o seu Antônio sempre estava de guarda na porta principal, o que restou para a menina era esperar, pois todos lhe diziam que com o tempo todas as coisas iriam melhorar, a partir disso ela sonhou que os três anos de ensino médio voassem num piscar de olhos. Formaram-se os “grupinhos” por afinidades, a garota notava que faltava as suas amizades anteriores, foi então que a “maninha” Enedina, que é professora de química e coordenadora, entra na narrativa, com muita paciência, sim muita, pois a menina não estava nada legal, conversou explicou que sempre aconteceriam mudanças, falou com os colegas para esses também terem paciência, pedindo para alguns que tinham mais afinidades com a garota que procurassem conversar com ela e ajudá-la a passar pela aquela fase. Então parecia que muito havia mudado, aquela garota começou a encontrar afinidades, encontrou amizade naqueles que não imaginava encontrar.
Parecia que as coisas estavam se ajeitando. Chegaram às provas e a menina observou que de fácil naquela escola nada tinha, a verdade era que ela precisava estudar muito se quisesse continuar tirando notas acima de oito como tirava no seu antigo colégio, impossível não era, pois com esforço ela sabia que conseguiria. Também chegou a vez dos projetos, e era hora de escolher o grupo, mas uma vez entra a questão de amizades, porém agora a menina já havia achado a sua “turma” foi ter amigas em que confiasse novamente, realmente as coisas já estavam diferentes do que no começo, os recreios já não eram entediantes, já não ocorria nenhuma tentativa de fuga. Ela já estava se adaptando com a nova forma de estudar. E assim foi durante o primeiro ano do ensino médio... A garota já não estava com tanta vontade de sair da escola, isso já era um ponto positivo para o trabalho da orientação escolar. O tão temido segundo ano chegou e junto dele veio o excelentíssimo professor de química Ireneu, vulgo tio Ire, com suas “foinhas” , as pavorosas, temerosas e ao mesmo tempo um “chá de estudo”. Mas o segundo ano contava também com física e sua glamorosa professora Jorgina com seus 130 pares de calçados, dados da época, hoje já devem ser bem mais atualizados, sem duvida a professora não deve lembrar, mas a menina já mais esquecerá que sua primeira, e esperamos que seja a última, nota vermelha foi um 4,7 em física no segundo ano, mas o mais engraçado da história foi a forma como a professora lhe chamou a atenção, lhe chamando de bandida por ter tirado aquela nota, hoje ela agradece ao bandida pois depois daquele puxão de orelha ela estudou muito, mas por quê? Eram apenas cálculos, leis e teorias que na cabeça dela pareciam verdadeiros pesadelos. Mas no fundo deu certo, a rotina de estudo para passar em química e física estendeu-se para as outras matérias e ela conseguiu se superar. Pontos positivos para as cobranças surpresas do tio Ire e para os puxões de orelha da professora Jô. Final do segundo ano, a história já havia tomado rumo diferente do que a menina havia pensado, antes nada e ninguém iriam deixar saudades, agora muitas pessoas e a escola CEAP deixarão.
La no começo a menina sonhava que os três anos do ensino médio voassem num piscar de olhos, agora a menina percebe a importância que o tempo tem na vida das pessoas, no momento ela se encontra no terceiro ano do ensino médio e não suporta pensar que terá que dia 20 de novembro dizer adeus a escola. Foi, sem duvida, no terceirão que a garota colocou um propósito na vida, de que ano suas notas seriam uma das melhores, seu conhecimento seria multiplicado, aprenderia muito com seus erros, prestaria atenção ao máximo, tiraria proveito de todas as explicações possíveis. Foi aprendendo que química é essencial para a vida, que física segundo o professor Paris, nos torna expertos, que aquela menina de antes percebeu que o CEAP ajudou-a melhorar, a ter amigos que hoje não imaginava sem, que aquela escola tornou seus dias melhores. Hoje com muita satisfação ela agradece a escolha dos pais de a terem colocado estudar no CEAP, sabe que o conhecimento que adquiriu, o namoro, as amizades são frutos da escola. Essa menina tão cheia de altos e baixos agradece a escola, e se apresenta com o nome Gabriela Cervi Konzen, aluna da escola CEAP.
9-11/09 - 32ª ATESE
11/09 - Final 2º trimestre
10-11/09 - Mercado das Pulgas
16/09 - Show musical - Auditório - 19h30
17/09 - Provões atrasados - 8h e 13h30