CEAP, a escola da família

UMA HISTÓRIA PARA CONTAR

2º Lugar - 8ª Série


Quando Agitar é necessário

Romário Becker Alcântara


São 11 horas da noite...estranho horário pra se escrever qualquer coisa, mas como eu sou meio noturno, geralmente nesse horário resolvo escrever sobre qualquer coisa sobre qualquer assunto, de modo meio que filosófico.
Mas, afinal, escrever sobre o que ???

A tantos assuntos a serem comentados, a muitos a serem discutidos, e a diversos a serem observados...mas o assunto de agora é um só, e meio...monótono (ou seja: algo do tempo passado com pouca relevância)!
Preciso escrever sobre uma história que acontecera comigo no colégio!
Bem...até aí, tudo bem! Mas...ao final do 1º tempo antes do “Show do Intervalo”...que história eu posso contar ???
Não há histórias relevantes a serem contadas...talvez um fato do meu cotidiano que é rotineiro (coisa que eu não gosto) brega que a um certo ponto de consenso vire um fato a ser discutido e vire uma certa espécie de história.
Que tal “pequenos momentos, grandes prazeres” ???
Pois bem: era uma aula de Alemão...o Sol lá fora dominava de forma imperial sobre o Inverno que até o momento era “frio mais gelado da geada”, e de uns tempos para cá não passava de “ventilação de ventilador de casa”...o Inverno ficara tímido, a sala de aula de Alemão mais parecia uma sauna, com a diferença de não fazer o calor necessário a ponto de derramar jarras de suor, mas o suficiente a ponto de uma pessoa qualquer ficar com insolação de tanto forno natural...nem mesmo as cortinas e o próprio ventilador ajudavam muito, ambos pareciam meramente nulos perante o “rei Sol”, pouco faziam por uma situação simplesmente sem solução aparente, apesar de que havia apenas uma solução: agüentar os 2 períodos calorosos de Língua Alemã, o que não é muito fácil... ...Pelo simples fato de que em uma aula em que todo mundo quer que acabe o mais rápido possível, os ponteiros do incansável relógio se sentem pressionados e como vingança aparentemente começam a “ponteirar” de forma mais lenta, de forma devagar, chegando a altos níveis de “indiscreteza” (falta de ser discreto em situações em que precisa ser discreto), pois o mesmo parecia estar simplesmente parado, nos encarando com a mesma cara de sempre: 14h35min.

Pois em meio a todo esse processo, sempre há alguém (como eu, por exemplo) que sempre tem vontade de fazer alguma coisa que a princípio não precisa ser feita, mas como a vontade reina sob o que não há o que fazer de interessante a ser observado, a famosa pergunta abre a nossa mente e pergunta com um sorriso maroto muito malicioso: -“Por que não ???”... -“Sempre é bom aprontar alguma, não é ???”

E em meio aquele vão-não-vai, apronta-não-apronta, eu decido a meu indicador de minha mão esquerda (a mesma mão toda detonada devido à dermatite de frio que possuo): Gabizinha! Simples...Gabriela Mrozinski, vulgo Gabizinha, é discreta, não é de fazer alardes (ao contrário de mim), é meio tímida, fala baixinho (ouvir ela é um ótimo exercício para saber se você possui bons ouvidos (ou não)), e entre outras qualidades que envolvam as palavras “discreto” e “silêncio”.
Então vamos ao ato: ao sair para o fim de cansativa aula, aproveito tamanha descontração feminina do grupo em que ela estava envolvida em conversas, fofocas e tudo mais, e aproveito a oportunidade: fazer deliciosas “cosquinhas” nas costelas que todo ser humano possui.
A reação dela foi imediata com o seu improvisado “sai Romário!” entre um sorriso bravo e outro sorriso que a meu entender podemos interpretar como “ta, né !?” indicando exclamação e interrogação ao final da frase em que ela mesma fica sem-graça perante tal situação.
E agora você pensa: o porquê disto ?? Pensar tudo isso para fazer cômicas “cosquinhas” em uma guria que em todas as vezes que faço isso ela fica sem-graça e meio embaraçosa em sua reação e não entende o porquê da mesma ???
Como eu já falei anteriormente, acabei fazendo isso por que a ideia deu vontade (em vez de não fazer nada) e virou fato...E isso ocorre com certeza em 11 a cada 10 jovens de minha idade (traduzindo: adolescentes).

Talvez com esse fato do meu cotidiano, que com certo custo virou uma espécie de história, possamos refletir e conseguir extrair a ideia apresento: que com essa história podemos entender até a um certo ponto do por que de nós jovens, vez ou outra, acabar “sem querer querendo” em situações inconseqüentes que poderíamos evitar mas o agito acabou por gritar mais alto em nossas mentes um pouco ainda ingênuas.
Quem nunca aprontou alguma ??? Ou é chato pra nunca ter aprontado alguma ou é santo (nesse caso, santo de pau oco). E, afinal de tudo isso, quem nunca aprontou uma boa (ou ruim mesmo, também vale) por simples diversão que seje neste dia de hoje o primeiro a agitar sem nunca antes ter agitado.

E se você não quiser agitar de forma alguma (e nem a pau), tu deveras de ser um santo, e lugar de santo e ao lado de Deus abençoando a todos, pois quem na Terra aqui estas nada de santo tem.
E outra: como é bom ter amigos loucos nessas horas... Com certeza não há coisa melhor (infelizmente na hora do fato eu nesse caso não estava acompanhado).

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