Inauguração do novo prédio, 1972
A escola comunitária surgia em 1899, quando Ijuí ainda era uma Colônia em seu início. Passou por várias fases, evoluindo à medida que a Colônia emancipou-se, em 1912. Nos anos 30 o crescimento da Escola se defronta com um dos períodos mais difíceis, durante o Estado Novo. É quando passa a ser integrada à Comunidade Evangélica Ijuí. No final dos anos 40 a criação do Ginásio é uma das marcas, e nos anos 50 a Escola assume a denominação que tem até hoje, Colégio Evangélico Augusto Pestana. As transformações sociais e, conseqüentemente, educacionais, seguem, nas décadas seguintes, também influenciando o CEAP. Avanços tecnológicos, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, globalização e as revoluções do Século 21 desafiam constantemente a Escola na tarefa de ajudar a construir cidadãos livres, conscientes e críticos.
Escolinha da roça - primeiro prédio da escola
Ainda era recente o surgimento da "Colônia Ijuhy" (1890) quando foi criada a "Escola Ijuhyense", hoje CEAP. O ano era 1899 e a Escola surgia por iniciativa de um grupo de teuto-brasileiros luteranos, inseridos no contexto da Colônia, cujo povoamento tinha como característica intencional a diversidade étnica.
Conscientes da importância da educação para a formação de seus filhos, algumas pessoas criaram as condições materiais necessárias para uma comunidade escolar de doze alunos e um professor, Max Trauning: um casebre emprestado, toscas carteiras e bancos – fabricados pelo próprio professor. O objetivo era "dar instrução e preservar a Língua e cultura alemãs". A escola comunitária teve, em sua primeira fase, altos e baixos, chegando a fechar temporariamente as portas. Em 1912 a Colônia emancipava-se, consolidava suas bases econômicas e viabilizava-se politicamente. Neste contexto a "Escola Paroquial" passava a ser "Sociedade Escolar Alemã", funcionando em dois turnos, ministrando curso noturno para adultos.
Sala de aula, 1948
Já em 1917, acompanhando o crescimento do município, a Escola chega a 150 alunos e cria o primeiro Internato Masculino do Município, para receber filhos dos migrantes espalhados pela região. A Escola passa a chamar-se, por sugestão do prefeito Coronel Antônio Soares de Barros, de "Escola Moderna".
O ano de 1931 é importante na história da Escola. É quando acontece a inauguração do novo prédio - com uma grande festa popular cujos lucros serviram para amenizar os custos da obra. Um ano depois é criado o primeiro Jardim de Infância de Ijuí, inspirado nos "Kindergarten" alemães e com o incentivo e apoio da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas de Ijuí – OASE.
Vista parcial da escola, 1952
Com a chegada do Estado Novo e seu projeto de nacionalização, a Escola enfrenta uma das fases mais difíceis, terminando por ser integrada à Comunidade Evangélica de Ijuí, já que o Estado não intervinha nas comunidades religiosas. Nessa circunstância, passa a chamar-se, a partir de 1938, de Escola Synodal e passa a ser uma escola confessional, vinculada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB. Ainda no contexto do Estado Novo, em 1946, foi necessário optar por um patrono que a identificasse e a opção recaiu em Augusto Pestana – seu fundador–, passando a denominar-se "Escola Sinodal Augusto Pestana". Em 1947 é aprovada a criação do Ginásio, e em 1956, a partir de novas demandas, é iniciado o Curso Científico e a Escola passa a assumir a denominação que detém até hoje: Colégio Evangélico Augusto Pestana.
Fachada da escola, 1961
A partir de 1986, seu projeto educativo passa a centrar-se em Temas Geradores e Habilidades Básicas que facilitam a integração do conhecimento e a interdisciplinaridade. A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, a comunidade escolar é envolvida na ressignificação de seu Projeto Educativo sedimentando e atualizando práticas a partir das novas teorias educacionais veiculadas a partir de novos paradigmas e em um novo contexto: o da Globalização.
O CEAP reconhece as complexidades e as crises do Século 21, lembra dos desafios enfrentados pelo pioneirismo dos fundadores da Escola e aposta na busca permanente do novo, sem descuidar das raízes, aspirando a um mundo melhor e ajudando a formar homens e mulheres solidários, sensíveis, conscientes e livres, perseguindo a máxima de Lutero que propunha a "Libertação pelo Saber".
Vista aérea dos prédios atuais
Buscando inspiração em seu passado e atento a seu tempo e lugar, vale-se da experiência acumulada e de uma marca que se impõe pela seriedade e responsabilidade, lança seu olhar para o futuro e investe na pesquisa, apostando na atualização permanente de seu professor, postura que vem acompanhando sua trajetória no campo da educação, como integrante da Rede Sinodal de Educação.
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