HISTÓRIA
da CORÉIA
A península da Coréia (formada pela Coréia do Norte e do Sul) está localizada no noroeste da Ásia e faz divisa com a China e a Rússia, ao norte, e com o Oceano Pacífico e o Japão, a leste e sul.
Historiadores garantem que os primeiros habitantes chegaram à Coréia há 500 mil anos. Em 2333 a.C. Dan-Gun (considerado o pai da civilização coreana) fundou o primeiro reino da Coréia. O país foi sendo construído com uma cultura altamente sofisticada e sob valores éticos e morais, que fizeram os vizinhos chamá-los de "Civilizada Terra do Leste" ou "Reino do Diamante".
Várias dinastias dominaram a Coréia,
sendo a mais emblemática delas a dinastia Joseon, que comandou o país entre
1392 e 1910. Muitos dos ícones da cultura sul-coreana foram construídos neste
período.
Em agosto de 1948 a península
do Coréia foi dividida em duas repúblicas: República da Coréia (Coréia do
Sul) e a República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte). Começou
assim a Guerra da Coréia.
No ano de 1948 Sygman
Rhee foi eleito presidente da Coréia do Sul. Seu governo representou a primeira
república sul-coreana e foi marcado pelo autoritarismo. Em 1950, a invasão do
país pelas tropas norte-coreanas marcou o início da guerra da Coréia, que só
terminou com o armistício de 1953 e destruiu 43% do parque industrial
sul-coreano.
Em 1954, Rhee
conseguiu o cargo de presidente vitalício. Mas o descontentamento do povo
obrigou-o a renunciar em março de 1960 e ele se refugiou no Havaí.
A segunda república durou apenas nove meses. Nesse período o parlamento se fortaleceu, em contraste com o forte presidencialismo anterior. Um golpe militar derrubou o governo em maio de 1961. A junta, presidida pelo general Park Chung-Hee, que assumiu o poder dissolveu a Assembléia e proibiu todas as atividades políticas.
Em março de 1963, Park
quis prolongar o seu governo militar, mas encontrou resistência civil e teve
que marcar eleições para o fim do ano. Ele próprio concorreu com candidato à
presidência e ganhou as eleições.
Na gestão de Park, a Coréia
do Sul logrou um impressionante crescimento econômico, sobretudo entre 1972 e
1976. O volume de exportações sul-coreanas chegou a dobrar e a indústria de
construção obteve contratos no exterior.
Esses resultados se deveram a uma política de diversificação da produção
industrial e de modificações nas estruturas econômicas nacionais. Além
disso, adotou-se uma política de distribuição de renda que garantiu a ordem
social.
Park foi assassinado,
segundo a versão oficial, em 26 de outubro de 1979, por Kim Jae-Kyu, diretor da
Agência Central de Inteligência da Coréia. Mas o incidente não ficou
esclarecido.
Após a morte de Park, o
primeiro-ministro assumiu a presidência provisória. Tudo indicava que o novo
presidente ia liberalizar a vida política do país. Porém o poder logo voltou
às mãos dos militares.
Após um período de
desordens, em agosto de 1980 foi eleito um presidente provisório, o general
Chun Doo Hwan. Essa república limitou os poderes presidenciais em favor da
Assembléia e o mandato presidencial ficou reduzido a um período de sete anos.
Chun foi eleito presidente em fevereiro de 1981.
O enfraquecimento
da economia e a corrupção política provocaram uma reforma no governo em 1982.
Ao mesmo tempo, as relações com a Coréia do Norte, que haviam melhorado
temporariamente com Chun, passaram por uma fase conturbada. Em 1987, pressões
internas e externas obrigaram o presidente a submeter a plebiscito o projeto de
lei que democratizava a vida política nacional. Nesse mesmo ano, foram
realizadas eleições presidenciais, com a vitória do candidato do partido
oficial, Roh Tae Woo, que assumiu o poder em 1988, ano em que Seul foi sede dos
jogos olímpicos.
Atualmente, a Coréia é
governada pelo presidente Kim Dae-Jung, eleito democraticamente. Ele tenta
manter o país nos trilhos após a crise econômica que afetou toda a Ásia em
1997.